A partir de 1963, diversos episódios considerados de subversão da ordem passaram a ocorrer no Brasil. Este clima culminou com o conhecido “Golpe de 64”, articulado por militares e civis, quando aqueles assumiram o poder no Brasil, destituindo o presidente eleito e empossado, João Goulart, o Jango. Ele assumiu em 1961 mas, já sob intensa tensão política, sob um sistema parlamentarista implantado às pressas.
Algumas reformas e ações de Jango não agradaram a ala política mais conservadora da nação, além de interferir também na relação do Brasil com outros países, especialmente os Estados Unidos. O governo brasileiro passou a ser considerado “muito à esquerda” e com tendências comunistas.
Em 1963 o governo Jango estava enfraquecido, com pressões da esquerda por mais reformas de base e pressões da direita por uma política mais conservadora. A imprensa, pelo menos o grupo denominado de Rede da Democracia, passou a estabelecer críticas contundentes ao governo.
Após um comício que levou mais de 150 mil pessoas às ruas do Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, onde Jango reafirmou compromisso com as reformas de base, que agradavam a esquerda , a reação conservadora ficou mais forte, culminando com outro grande evento, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, ocorrido em São Paulo, que contou com centenas de milhares de pessoas.
Em 31 de março de 1964, com apoio de militares, empresários e parte da imprensa, ocorreu o chamado “golpe militar”, com tropas marchando ao Rio de Janeiro e tomando o governo. O Ato Institucional Nº 1, decretado em 9 de abril, dava diretrizes do novo regime, que duraria até 1985, inicialmente com episódios de censura, repressão e luta armada, com o país sendo administrado por generais do Exército. Um período em que houve muita confusão, polêmicas, embates, mas em que houve avanços significativos em alguns setores importantes.
Uma nova constituição foi promulgada em 1967, que regulou a política e administração da nação no período. A Carta Magna relativizou a autonomia municipal. Os prefeitos eram eleitos pelo voto popular, exceto nas capitais e municípios considerados estâncias hidrominerais, quando eram indicados pelo governador do Estado e nos municípios declarados de interesse da segurança nacional, que eram indicados pelo presidente da República.
Em termos partidários foram duas fases neste período: primeiro o bipartidarismo, com a Aliança Renovadora Nacional – ARENA, o partido da situação, e o Movimento Democrático Brasileiro – MDB, a oposição consentida. A partir de 1979, com o início da abertura política, surge o pluripartidarismo, com outras agremiações partidárias surgindo.
Em Tubarão o povo continuava elegendo seus representantes e governantes. Passaremos agora aos perfis dos mandatários deste período.